O Sentido do Barco e das Cores no meu Logotipo
De modo geral, ele faz referência a proposta PSICOVISTAMAR, escrita por mim na primeira matéria do blog e caracterizada pelo meu perfil de trabalho no espaço dos serviços profissionais.
O logotipo diz de um barco à vela ou veleiro. Considero também as iniciais do meu nome: C, M e C – Camila Miranda Chamone, no designer da vela. Ao fundo diz sobre o sol ou a lua. As cores fazem referência às quatro estações do ano, com tons prevalentes na primavera, verão, outono e inverno. Um degradê de cores que fazem referência aos elementos da natureza, sendo um contraste que ocorre também no céu e no mar.
Alguns outros significados estão identificados nas cores primárias. Por exemplo, o amarelo significa luz, calor, descontração, otimismo e alegria. O amarelo simboliza o sol, o verão, a prosperidade e a felicidade. É uma cor inspiradora e que desperta a criatividade. Estimula as atividades mentais e o raciocínio.
A cor laranja está associada à criatividade, pois o seu uso desperta a mente e auxilia no processo de assimilação de novas ideias. Energia, entusiasmo, comunicação e espontaneidade são palavras chave associadas ao laranja.
O marrom expressa segurança, maturidade, conforto e simplicidade. Além disso, está relacionado ao estilo de vida saudável. Em alguns materiais aparecem o cinza na técnica aquarela; estilo que aprecio muito. O cinza, embora esteja associado a monotonia, tristeza e por não repassar muita emoção ou expressividade, ela vem ao encontro do sentido de descrição, calma, conhecimento e sutileza.
Aproveito para dizer sobre a minha característica em tom poético em alguns materiais e sobre admirar pinturas em telas e técnicas de artes com tintas e giz pastel.
Sem muito me delongar, irei ilustrar com “algumas pinceladas” sobre o sentido do veleiro. De modo que você fique livre para interpretar e associar a dinâmica que envolve um veleiro em alto mar, bem como a física da vela, com às questões relacionadas ao aspecto emocional e psicológico.
Vários momentos da nossa vida podem ser representados como um barco a velas que navega em alto mar, nós podemos estar nele ou ainda podemos ser representados pelo próprio veleiro.
Não quero me adentrar às questões técnicas e da física que envolvem um veleiro. Podemos tão somente considerar: navegar a favor do vento e navegar contra o vento! Consideramos o mar, as ondas, representando a nossa vida e as circunstâncias. Navegar a favor do vento se refere ao tempo que está tudo mais tranquilo e fluindo bem, nos vários aspectos e áreas da nossa vida. Podendo ter ajuda ou contar com apoio para refletir e compartilhar. Navegar contra o vento, se refere quando estamos enfrentando alguma dificuldade, problema ou desafio. Exige mais esforço, estratégia e também sobre a necessidade de ajuda.
A minha assinatura também diz sobre um veleiro. Contextualizo ainda alguns elementos que compõem esse espaço de águas e de sentidos: conotativo, figurado e subjetivo. A saber, sobre o farol, porto seguro, ostra (pérola), ponte (acesso), ancora, bússola, cais, horizonte e rocha.
Considero o meu veleiro com o nome simbólico de Sagarana. Por considerar alguns pontos em comum do meu histórico e referências acerca das ideia que apresento por aqui.
Sagarana é um livros de contos do mineiro João Guimarães Rosa; ele foi um poeta, diplomata, contista e médico brasileiro, considerado por muitos o maior escritor brasileiro do século XX e um dos maiores de todos os tempos. Publicado em 1946, uma obra regionalista, com caráter universal, uma vez que trata de temas como violência, além do conflito entre o bem e o mal.
Essa característica está presente também no título da obra, que une “saga” (sagen, de origem alemã) com “rana” (de origem tupi). Saga quer dizer “canto heroico” e rana significa “de modo” ou “à maneira de”. O regionalismo está associado às características locais do sertão mineiro, isto é, elementos geográficos e culturais que são responsáveis pela identidade das pessoas que ali vivem. É a partir desse material humano que Guimarães Rosa cria a sua ficção.
Considero também a obra de Guimarães Rosa, por nome: A Terceira margem do rio. O rio, as águas, sempre teve destaque na imaginação do autor. O trecho abaixo faz muito sentido também:
“Amo os grandes rios, pois são profundos como a alma do homem. Na superfície são muito vivazes e claros, mas nas profundezas são tranquilos e escuros como os sofrimentos dos homens. Amo ainda mais uma coisa de nossos grandes rios: a eternidade. Sim, rio é uma palavra mágica para conjugar a eternidade”. Guimarães Rosa
Com dedicação,

